Tragédia anunciada: Enfermagem de Curitiba tem a saúde emocional abalada

Profissionais da enfermagem que estão na linha de frente do SUS em Curitiba estão cada vez mais desamparados pela SMS. O aumento no número de pacientes, o adoecimento dos colegas e familiares e a falta de reposição de profissionais(sobrecarga de trabalho) noticias de que nao terão aumento salarial e que estes tempos difíceis nem para aposentadoras e licenças premio contarão) deixam cada vez mais expostos estes profissionais e a saúde psicológica da enfermagem muito abalada. Está é uma preocupação enorme!Comenta a diretora do SISMEC Cleo Silva. “Temos denuncia todos os dias no sindicato sobre protocolos que não são cumpridos nos aparelhos de saúde de Curitiba, profissionais PSS contratados sem experiência e sem treinamentos suficientes e efetivos muitos desistem devido o baixo valor monetário oferecido. Temos escalas das UPAS e UBS drasticamente reduzidas obrigando os profissionais desses serviços se desdobrarem para não deixar a população desassistida nesse momento de crise.

Profissionais da linha de frente estão cansados, desvalorizados, adoecendo…a contaminação esta acontecendo e gerando medo afetando diretamente o estado emocional do profissional.”conclui a diretora.

A lamentavel perda do profissional enfermeiro Marcone César Tabosa do hospital das clínicas que, após perder sua mãe há poucos dias para a Covid, cometeu suicídio.

Além disso a união das equipes das unidades fechadas traz transtornos no dia a dia, como falta de banheiros, vestiários e local adequado para os 15 minutos de intervalo inter-joranadas e lanche das equipes. Aumentando inclusive o risco de contaminação entre os profissionais .
O SISMEC cobra a PMC sobre as denúncias e está denunciando as irregularidades juntos aos conselhos de saúde e ao Ministério Público.