Sismec sai em defesa do Samu e da população

Ao tomar conhecimento da movimentação da Prefeitura Municipal de Curitiba (PMC) para terceirizar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da cidade, o Sindicato dos Servidores Municipais de Enfermagem de Curitiba (Sismec) saiu em defesa dos trabalhadores e da população.

Reunião MP, Sismec, vereadores< servidores

Na última sexta-feira (15), o sindicato contatou o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR), informando da pretensão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de desmantelar o Samu. A entidade foi prontamente atendida pelo promotor de Justiça e Proteção à Saúde Pública Marcelo Paulo Maggio, que se dispôs a participar de uma reunião on-line no mesmo dia, com a diretoria do Sismec, um representante dos servidores do serviço e dois vereadores.

Nessa oportunidade, a presidente da entidade que representa os trabalhadores, Raquel Padilha, fez uma explanação geral da situação. “Acima de tudo, é uma questão de falta de responsabilidade social. Além do servidor, isso vai afetar diretamente a população. É como trocar bombeiros experientes por inexperientes no meio de um incêndio”, alertou.

A vereadora Noêmia Rocha relatou que após várias tentativas conseguiu uma conversa via telefone com o diretor do Departamento de Urgência e Emergência. Ele negou uma reunião presencial e disse que a terceirização foi aprovada pela Câmara de Vereadores no final do ano passado, que apenas foi redirecionada das unidades de pronto atendimento (UPAs) para o Samu devido ao grande desfalque de recursos humanos. Segundo ele, foi uma decisão da SMS.

Raquel explicou aos participantes que falta de pessoal não cabe como justificativa para esse caso, tendo em vista que há concurso válido com lista de profissionais de enfermagem em espera.

O vereador Dalton Borba também se manifestou contra processos de terceirização desse tipo e reafirmou seu apoio para que seja adequadamente fiscalizado todo o processo.

O promotor afirmou que o MP não tinha conhecimento desse feito da SMS. Segundo ele, ao receber o contato do Sismec, solicitou informações à secretaria e determinou que sejam apresentadas em até 48 horas. Maggio frisou que a função do Ministério Público é proteger a população, que nada pode fazer na defesa do trabalhador, mas deve ir contra atitudes inconsequentes em relação à saúde dos cidadãos. Nesse sentido, se comprometeu a acompanhar a situação e tomar todas as medidas cabíveis.