PMC pretende terceirizar o Samu e desmantelar a equipe

Nesta manhã (14), na presença de apenas alguns técnicos e enfermeiros que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Curitiba informou que o serviço será totalmente terceirizado.

A prefeitura pretende repassar a administração do Samu para a Fundação Estatal de Atenção em Saúde (FEAS). Segundo chegou ao conhecimento do sindicato, o motivo exposto foi nada mais do que a vontade da gestão municipal.

A determinação foi comunicada pelo diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Pedro Henrique de Almeida, sem a participação do Sindicato dos Servidores Municipais de Enfermagem de Curitiba (Sismec), que representa a categoria.

A presidente do Sismec, Raquel Padilha, foi impedida de participar da reunião e também se negaram a lhe informar o tema da mesma. Apesar disso, soube por outras fontes que não havia pauta formal e que não seria feita uma ata para registrar o encontro.

Nesse cenário, a diretoria do sindicato teme por um colapso no serviço. “A prefeitura está agindo de forma desrespeitosa com os profissionais e inadequada com a população, que é quem vai acabar pagando a conta! Querem trocar profissionais extremamente capacitados, experientes, por pessoas que nunca trabalharam lá, e isso durante uma pandemia”, conta indignada a presidente.

De acordo com o que se sabe até agora, o último dia de trabalho dos servidores hoje lotados no Samu será 31 de janeiro. Como são funcionários da SMS, lhes estão sendo ofertadas vagas em unidades de pronto atendimento (UPAs) ou unidades básicas de saúde (UBS).

A orientação que o Sismec tem dado aos servidores que não têm interesse na transferência é que não escolham entre as opções oferecidas, que deixem que a secretaria faça a transferência por conta própria e que em hipótese alguma assinem o documento de movimentação interna de pessoal (MIP), pois fazendo isto abrem mão do direito de permanecer no Samu.

A entidade que representa os trabalhadores também informou que já está tomando as medidas legais para tentar barrar essa determinação da gestão.