PMC convoca servidores com comorbidade e Sismec faz alerta

 

A Prefeitura Municipal de Curitiba (PMC) convocou na última segunda-feira (7/6) a todos os profissionais da Saúde em afastamento por comorbidade para retorno imediato ao trabalho. Contudo, a orientação do Sindicato dos Servidores Municipais de Enfermagem de Curitiba (Sismec) é para que os trabalhadores fiquem atentos às condições individuais e solicitem avaliação médica pericial antes de acatar o chamado.

A convocação foi feita por meio de mensagens de Whatsapp enviadas aos funcionários afastados pelo Decreto 430, de 2020, que ainda está em vigor. Inicialmente, a determinação da prefeitura valia para todos, mas depois de alerta do Sismec quanto à ilegalidade do chamamento das gestantes, que infringiria a Lei Federal n.º 14.151, esta parcela foi excluída.

O sindicato também está discutindo as possibilidades para os demais grupos, pois, segundo a chamada, os que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 permaneceriam na área administrativa, enquanto os demais simplesmente retomam seus antigos postos. Ou seja, os anteriormente alocados em unidades de pronto atendimento (UPAs) vão direto para os locais que hoje atendem aos infectados pelo novo coronavírus, independente da gravidade da sua condição de saúde.

A PMC é a primeira instituição a convocar os profissionais com comorbidade para o retorno. Demais municípios, os estados e o próprio governo federal mantiveram o afastamento dos seus servidores, estabeleceram que desempenhassem suas atividades remotamente ou, em casos menos graves, os chamou para atuar em setores de baixo risco.

Segundo o Sismec, Curitiba optou por deixar todos esses profissionais ociosos desde março de 2020. Durante esse período, o município organizou um serviço de teleatendimento no qual o sindicato acredita que essas pessoas poderiam e deveriam ter sido aproveitadas, no entanto o terceirizou e paga por este contrato.

“Não acho que devam ficar sem trabalhar, mas precisam de proteção. Sabemos que há muitas pessoas vacinadas se infectando e alguns até morreram, então é claro que esses profissionais correm alto risco. Colocá-los em uma UPA cheia de pacientes covid positivos é o mesmo que jogar em uma cova cheia de leões famintos”, avalia Raquel Padilha, presidente da entidade que representa os servidores.

Confira os documentos na íntegra:

Decreto Municipal 430/2020

Lei Federal n.º 14.151