Sismec presente nas lutas da enfermagem

Nesta semana, o Sindicato dos Servidores Municipais de Enfermagem de Curitiba (Sismec) esteve ainda mais ativo nas lutas da enfermagem. Foram dias recheados de discussões importantes para a categoria, em que a diretoria novamente se mostrou bastante atuante.

 

No dia 13, segunda-feira, a presidente da entidade, Raquel Padilha, esteve na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) para participar da sessão sobre a reforma da previdência dos servidores municipais.

Nos poucos minutos concedidos para manifestação do sindicato, Raquel lembrou a todos que a enfermagem enfrenta condições de trabalho adversas durante todo o seu período de ativa, com riscos constantes à saúde. Ela explicou que, com as novas regras, os trabalhadores perdem a possibilidade de aposentadoria especial e toda a população será afetada, pois será assistida por profissionais sem condições (físicas e psicológicas) adequadas para um atendimento efetivo. A presidente também frisou que, dessa forma, poucos servidores chegarão a ter uma velhice digna.

 

Na mesma oportunidade, Raquel manifestou, em nome da enfermagem curitibana, repúdio ao pedido de urgência na aprovação das novas regras e ao fato da não convocação da categoria para participar da elaboração de tais normas.

 

Mesmo com os alertas, durante a sessão daquele dia, os vereadores aprovaram, em primeira votação, o complemento na reforma da previdência.

Na quinta-feira (16), o Sismec participou da I Reunião com Lideranças da Enfermagem Nacional. O encontro abordou assuntos de suma importância para a valorização e respeito da profissão. Estiveram em pauta: piso salarial, 30 horas, profissionais de enfermagem vítimas da covid-19, insalubridade, aposentadoria especial, devolução de anuidade na pandemia, dimensionamento, repouso digno, paridade, transparência e accountability no sistema Cofen/Corens, projeto político da enfermagem 2022, calendário de mobilizações da enfermagem para 2022 e nota de agradecimento referente ao enfermeiro Laílson do Distrito Federal.

A reunião contou com a participação de 32 líderes nacionais. O Sismec esteve representado por dois de seus diretores, enquanto inúmeros profissionais acompanhavam como ouvintes Brasil a fora.

 

Entre os vários encaminhamentos definidos naquele momento, o mais urgente foi a definição da próxima manifestação em Brasília, na busca pela aprovação do Projeto de Lei 2564. O assunto é muito importante pois se o PL não estiver aprovado até o dia 2 de abril de 2022 será engavetado e só volta a ser possível sua votação em 2023. Também foi definida uma paralização nacional de um dia.

 

A nível municipal, o Sismec ainda promoveu reunião de diretoria para definição de ações prioritárias para 2022. Como desdobramento desse encontro, haverá um segundo momento, no início do próximo ano, para que seja definido um calendário.

 

“Em todos esses encaminhamentos, nada terá o devido alcance se não estivermos unidos. O sindicato pode planejar e proporcionar meios legais de proteger nossos direitos, mas sem a participação ativa do profissional é mais difícil de causarmos o impactado esperado”, diz a presidente do Sismec, convocando os trabalhadores para a luta.