Novo plano de carreira apresentado aos sindicatos

Novo plano de carreira foi apresentado aos sindicatos

Na tarde desta segunda-feira (07), os sindicatos que representam os servidores da Prefeitura de Curitiba, reuniram-se com a Secretaria Municipal de Administração, Gestão de Pessoal e Tecnologia da Informação (Smap). Nesse momento, a superintendência de gestão de pessoas explanou a matriz do novo plano de carreira, que deve ser encaminhado para a Câmara de Vereadores até o final de 2022 e necessita de um ano para total implantação, tendo a previsão de início efetivo em 2024.

Esclarecemos que o assunto não veio como uma proposta para discussão e tão pouco foi possível argumentar – o que já estamos acostumados em se tratando desta gestão. De fato, foi um momento informativo, para apresentarem o que já está decidido pelo executivo. Nesse ponto, nos cabe apenas o bom senso do legislativo em rever essas afrontas aos servidores, que se estendem ao cidadão curitibano: pois o povo pagará o preço.

Na ponta é que teremos o resultado dessa desvalorização, com profissionais sem motivação para se qualificar e até mesmo para permanecer sendo servidores. É possível que tenhamos apenas trabalhadores em início de carreira, que ao ganhar experiência e qualificação busquem mais valorização, e os antigos provavelmente irão se aposentar. Se nosso plano de carreira já era ruim, agora deixou de existir.

Das informações que nos foram oferecidas, ressaltamos a extinção de vários níveis, passando a existir um nível único, e o fato de que os crescimentos só ocorrerão se houver verba disponível, senão serão suspensos no ano corrente.

Teremos dois crescimentos, um deles será por desempenho (antigo horizontal), no valor de 1%, que ocorrerá em anos pares e para o qual serão selecionados no máximo 20% dos profissionais de cada cargo (a média para a classificação será composta por 80% de avaliação funcional e 20% de titulações). Quem alcançar o crescimento ficará sem poder concorrer pelos três seguintes, ao que chamaram de pedágio. Então, percebam que pouco poderá ser crescido em toda a vida profissional.

O outro será chamado de crescimento de qualificação. Esse acontecerá em anos ímpares, para no máximo 5% dos profissionais de cada cargo, com média para a classificação composta por 20% de avaliação funcional e 80% de titulações. Haverá um crescimento de 15 referências, o que irá significar em torno de 16,7%. Quem alcançar também deverá pagar o pedágio.

Já é entristecedor, mas a transição ainda ocorrerá da parte especial para a parte permanente. Aqui a superintendente afirmou que os auxiliares de enfermagem serão transitados (conforme informado há alguns dias), a menos que não queiram. Porém, ao ser questionada pela presidente do Sismec, ela respondeu que ainda não há data definida, mas que para implementar esse plano de carreira isso deverá acontecer. O enquadramento também deverá ocorrer antes, portanto todos serão enquadrados na nova tabela em valores idênticos ou imediatamente superiores aos que o funcionário já possui.

Em questionamento especifico sobre a enfermagem, o Sismec perguntou sobre a implantação do piso nacional. Responderam que o assunto não foi discutido ou planejado, que ele só será observado após a lei voltar a valer.

O Sismec lamenta esse planejamento, que, além de tirar direitos já alcançados, desmotiva os profissionais a obterem qualificação, refletindo diretamente na qualidade dos serviços prestados.
Sendo assim, estudaremos, acompanharemos e buscaremos meios de diminuir as perdas.

Para isso, precisamos mais uma vez que a categoria esteja unida, atuante, fortalecendo a luta.