Enfermagem decide paralisar serviço e entrar em estado de greve caso PMC recorra da liminar sobre reajuste 

 

Ontem (22), em assembleia geral extraordinária do Sindicato dos Servidores Municipais de Enfermagem de Curitiba (Sismec), foi decidido que, se a gestão recorrer da liminar que determinou a continuidade do pagamento do reajuste, haverá paralização de uma hora nas unidades básicas de saúde e os trabalhadores entrarão em estado de greve. A decisão foi tomada pela maioria absoluta dos participantes, com 91% dos votos.

Foram convocados para a assembleia, realizada remotamente por conta da pandemia, todos os profissionais de enfermagem da Prefeitura Municipal de Curitiba (PMC), com o propósito exclusivo de discutir a suspensão do reajuste de 3,14% de 2020 e do dissídio de 2021.

No dia 15/9, a administração comunicou aos sindicatos de trabalhadores que retiraria o reajuste concedido no ano passado e que não haveria dissídio coletivo neste ano. Segundo a PMC, fariam isso em cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que barra os reajustes salariais de servidores públicos devido à Lei Complementar 173.

Os sindicatos, em conjunto, recorreram à justiça e a 5.ª Vara da Fazenda Pública deferiu, no dia 20, o pedido de urgência. A juíza Patricia Bergonse determinou que o município de Curitiba “continue efetuando o pagamento dos servidores… já na próxima folha de pagamento”. Em seguida, foi publicada uma notícia no site da PMC afirmando que cumpririam a determinação judicial.

Apesar da vitória momentânea, a diretoria do Sismec antecipou a possibilidade de a prefeitura recorrer da decisão e achou prudente manter a convocação da categoria para debater como reagir se houvesse recurso patronal. “Como temos visto, não podemos confiar na gestão. Resolvemos estar preparados!”, explica Raquel Padilha, presidente do sindicato que representa os servidores.